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Nossa Experiência em Diamantina: O Que Fizemos em 3 Dias

Nossa viagem por Minas Gerais começou antes mesmo de chegarmos a Diamantina.

Saímos de Elói Mendes com a ideia de conhecer algumas das cidades mais históricas de Minas Gerais e fazer uma viagem de carro pelo interior do estado. No caminho, fizemos uma parada especial em Conselheiro Lafaiete, onde fomos participar de um jantar na casa dos nossos amigos Ronaldo e Wilma.

Foi uma parada para rever os amigos, aproveitar a noite e descansar antes de continuar a viagem. Dormimos em Conselheiro Lafaiete e, no dia seguinte, aí sim começamos oficialmente nosso caminho rumo a Diamantina.

E já posso adiantar: o caminho até Diamantina também acabou fazendo parte da viagem.

Nossa primeira parada foi em Congonhas

Saímos pela manhã, por volta das 9 horas, com Diamantina como destino. Como tínhamos bastante estrada pela frente, não queríamos perder muito tempo, mas também não fazia sentido passar por lugares tão importantes de Minas Gerais sem aproveitar para conhecer pelo menos um pouco.

Nossa primeira parada foi em Congonhas.

Fomos até a região do Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, um dos lugares históricos mais conhecidos de Minas Gerais. É ali que estão as famosas esculturas dos Doze Profetas, consideradas uma das grandes obras de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho.

Como nosso objetivo naquele dia era chegar a Diamantina, fizemos uma visita mais rápida. Ficamos principalmente na região central do santuário, entramos na igreja, caminhamos pela praça e passamos por algumas lojinhas e pontos onde era possível comprar alguma coisa para comer ou beber.

Até paramos para tomar uma água de coco antes de continuar. Foi uma visita curta, mas suficiente para conhecer um dos principais cartões-postais de Congonhas e tirar algumas fotos.

E essa acabou sendo uma característica muito legal dessa viagem: muitas vezes, os lugares que estavam no caminho também acabaram virando pequenas atrações do nosso roteiro.

Serra da Moeda e uma parada para apreciar a vista

Saindo de Congonhas, continuamos nossa viagem em direção a Diamantina e aproveitamos para fazer mais uma parada na Serra da Moeda. A região é bastante conhecida pelo voo livre e pelo parapente, mas mesmo para quem não pretende voar, o lugar vale a visita pela paisagem.

Pagamos cerca de R$ 7 por pessoa para acessar a área onde ficam os pontos de voo. O local conta com estacionamento e banheiro e é bem estruturado para receber os visitantes. Ficamos ali observando o pessoal que estava fazendo os voos e, claro, aproveitamos bastante a vista das montanhas.

Para quem quiser se aventurar, também existe a possibilidade de fazer o voo acompanhado por um instrutor. Na época da nossa viagem, vimos valores na faixa de R$ 500 por pessoa.

Nós não fizemos o voo. Nossa intenção era mesmo conhecer o lugar, apreciar a paisagem e seguir viagem.

E valeu a pena.

Depois dessa parada, pegamos novamente a estrada rumo ao nosso destino principal.

Chegada a Diamantina

Depois de sair de Elói Mendes, passar por Conselheiro Lafaiete, Congonhas e Serra da Moeda, finalmente chegamos a Diamantina por volta das 16h30.

E depois de praticamente um dia inteiro na estrada, a primeira coisa que queríamos era chegar ao hotel, tomar um banho e descansar. Em Diamantina, ficamos no Hotel Montanha de Minas. Fizemos nosso check-in, deixamos as malas e descansamos um pouco. A nossa estadia na cidade foi do dia 20 ao dia 23 de setembro.

Não vou entrar em muitos detalhes sobre o hotel neste artigo, porque vamos preparar um conteúdo específico contando onde nos hospedamos durante essa viagem por Minas Gerais, incluindo Diamantina, Serro e Ouro Preto. E você pode conferir neste artigo dedicado.

Nossa primeira noite em Diamantina

Depois de descansar um pouco, resolvemos sair para conhecer Diamantina à noite. E foi justamente nesse primeiro passeio que começamos a perceber o charme da cidade. O centro histórico fica muito bonito à noite. As igrejas e os casarões iluminados, as mesas espalhadas pelas ruas e o movimento tranquilo de pessoas caminhando deixam o ambiente muito agradável.

Era nosso primeiro contato com a cidade e, mesmo sem fazer nenhum roteiro específico naquela noite, simplesmente caminhar pelo centro já foi uma experiência muito gostosa.

Escolhemos o restaurante O Quinto para jantar.

Pedimos uma pizza e tomamos dois chopps IPA. A pizza estava realmente muito boa e, como gostamos bastante de cerveja IPA, o jantar acabou sendo uma ótima maneira de começar nossa experiência gastronômica em Diamantina.

Se quiser conhecer com mais detalhes os restaurantes e experiências gastronômicas que tivemos durante nossa viagem por Diamantina, Serro e Ouro Preto, acesse também nosso artigo sobre a gastronomia da viagem.

Depois de comer, ainda caminhamos um pouco pelo centro histórico antes de voltar para o hotel. Foi um primeiro dia tranquilo, principalmente porque ainda tínhamos bastante coisa para conhecer nos dias seguintes.

Dia 21: começando a conhecer Diamantina

No dia seguinte, já descansados, começamos de verdade nosso passeio pela cidade.

Nossa ideia era conhecer Diamantina caminhando. Sem muita pressa, fomos passando pelas principais ruas e pontos históricos do centro. Voltamos para a região central e passamos novamente pela área da Catedral Metropolitana de Santo Antônio da Sé, uma das construções mais importantes da cidade.

Entramos na igreja, tiramos algumas fotos e continuamos nosso passeio.

Também passamos pela região onde acontece a famosa Vesperata de Diamantina, um dos eventos mais conhecidos da cidade e que transforma as ruas do centro histórico em um grande espaço para apresentações musicais.

Depois seguimos em direção à Praça Barão de Guaicuí, uma das principais praças da cidade, onde fica também o Mercado Velho, o tradicional mercado municipal de Diamantina. O mais interessante desse dia foi justamente não ficar preso somente a uma lista de atrações.

A gente queria caminhar.

Queríamos conhecer as ruas, observar as casas coloniais, entrar nas igrejas, parar para tirar fotos e simplesmente sentir como era a cidade.

Casa de Chica da Silva e um pouco de descanso

Durante nossa caminhada, passamos também pela região da Casa de Chica da Silva e por uma área verde próxima dali.

O espaço não é muito grande, mas é agradável para quem está andando bastante pelo centro. Tem bancos, sombra e algumas estruturas onde é possível parar por alguns minutos e descansar.

E isso fez diferença naquele dia. Diamantina é uma cidade para caminhar, mas as ruas de pedra e as subidas também fazem a gente sentir um pouco o passeio. Então encontrar um lugar para sentar, respirar e continuar depois é sempre bem-vindo.

Casa de Juscelino Kubitschek

Seguimos nosso passeio e fomos conhecer também a Casa de Juscelino Kubitschek.

Juscelino Kubitschek nasceu em Diamantina, e a casa onde viveu parte de sua infância e juventude hoje preserva parte dessa história. Foi mais uma parada interessante durante nossa caminhada pela cidade.

E o legal de Diamantina é justamente isso: você vai andando e, de repente, encontra um lugar que conta uma parte importante da história do Brasil.

A famosa passarela entre os casarões

Outro ponto que chamou bastante nossa atenção foi a famosa passarela que liga duas construções coloniais. É uma das imagens mais conhecidas de Diamantina e também um daqueles lugares que despertam curiosidade. Existem relatos e histórias populares envolvendo as mulheres que viviam em um antigo recolhimento religioso e utilizavam a passagem para se deslocar entre os imóveis sem precisar passar diretamente pela rua.

Com o tempo, essa história ganhou também um lado mais curioso. Conta-se que os homens ficavam na rua esperando a passagem das moças e que elas acabavam aparecendo nas janelas para cumprimentá-los.

É uma daquelas histórias que fazem a visita ficar ainda mais interessante.

Porque quando você conhece Diamantina, não está apenas vendo casas antigas e igrejas. Você começa a conhecer também as histórias, os costumes e as curiosidades que fazem parte da vida da cidade.

Final de tarde no Grupiara Gastropub

Depois de passar boa parte do dia andando, chegou aquele momento em que a gente precisava parar um pouco. Por volta das 17h30, fomos para o Grupiara Gastropub. O local tinha um happy hour no final da tarde, com algumas opções de porções e bebidas, e aproveitamos para tomar mais um chopp IPA. Pedimos uma porção de batata com bacon e queijo e ficamos ali descansando.

Foi uma ótima pausa depois de um dia inteiro caminhando.

Depois fomos praticamente para o outro lado da rua, onde fica uma loja da Lugano. E foi aí que encontramos uma sobremesa que vale a pena mencionar: um brownie de chocolate com sorvete.

Estava fantástico.

Depois ainda voltamos para a praça principal e tomamos mais um chopp IPA em um bar que ficava por ali. Dessa vez, com a igreja iluminada ao fundo.

Foi uma maneira muito agradável de terminar nosso segundo dia em Diamantina.

Dia 22: conhecendo a Vila do Biribiri

No dia 22, nosso roteiro mudou um pouco.

Saímos de Diamantina para conhecer a Vila do Biribiri, um dos lugares mais famosos da região.

A Vila do Biribiri surgiu no final do século XIX em torno de uma antiga fábrica têxtil e chegou a reunir cerca de 1.200 trabalhadores durante seu período de maior atividade. Além da fábrica, o local contava com casas para os funcionários e outras estruturas que faziam da vila praticamente uma pequena comunidade.

Com o encerramento das atividades da fábrica, a vila acabou ganhando uma nova função. Hoje, parte das antigas construções continua preservada, mantendo aquele aspecto de uma pequena vila histórica cercada pela natureza. Caminhar por suas ruas é uma experiência bem tranquila e permite observar de perto algumas dessas construções e imaginar como era a rotina de quem viveu e trabalhou ali.

Nossa visita aconteceu principalmente durante a manhã. Aproveitamos para caminhar pela vila, conhecer um pouco da sua história, tirar algumas fotos e observar com calma os detalhes das construções. O lugar é pequeno e pode ser conhecido sem pressa, o que tornou o passeio bastante agradável.

Também aproveitamos para almoçar na própria Vila do Biribiri antes de continuar nosso roteiro. Para quem está passando alguns dias em Diamantina, achamos que vale a pena reservar algumas horas para conhecer o local, principalmente pela combinação entre história, arquitetura e natureza.

Almoço na Vila do Biribiri

Na hora do almoço, fomos ao Restaurante da Vila. E mais uma vez apareceu a nossa querida IPA.

Experimentamos uma cerveja IPA produzida na região e pedimos uma porção de torresmo, que estava muito boa. Bem sequinha e crocante, exatamente do jeito que gostamos. Depois pedimos uma porção de feijão tropeiro. E quando chegou, tivemos aquela surpresa. A porção era enorme.

O prato vinha com carne de porco, batata, feijão tropeiro e arroz. Apesar de ser indicada para duas pessoas, na nossa opinião serviria tranquilamente três ou até quatro pessoas, dependendo da fome.

E estava tudo muito gostoso. Foi aquele almoço típico de viagem que acaba se tornando uma das lembranças do lugar.

De volta a Diamantina

Depois do almoço, voltamos para Diamantina e chegamos por volta das 14h. Aproveitamos o retorno para passar pela antiga estação ferroviária de Diamantina e tirar algumas fotos.

À noite, voltamos novamente ao Grupiara Gastropub. Como tínhamos gostado bastante do lugar no dia anterior, não tivemos muita dúvida sobre onde ir. Tomamos nossa cerveja e pedimos outra porção do happy hour, dessa vez de carne, bacon e mandioca. Mais uma vez, estava muito boa.

Depois ainda queríamos passar na Lugano para experimentar outra sobremesa, mas infelizmente chegamos quando a loja já estava fechada.

E ficou aquela vontade. Pela vitrine, dava para ver uma torta que parecia fantástica. Mas essa ficou para uma próxima viagem.

Dia 23: hora de continuar a viagem

No dia 23, fizemos nosso check-out e chegou a hora de deixar Diamantina.

Foram três dias muito gostosos na cidade, entre caminhadas, igrejas, casarões, praças, história, comida, cerveja e muitos registros. Mas a viagem estava longe de terminar. Nosso próximo destino seria Serro, onde passaríamos um dia conhecendo a cidade e seus principais pontos.

E depois ainda seguiríamos viagem até Ouro Preto. Diamantina foi, portanto, apenas uma das etapas de uma viagem maior pelo interior de Minas Gerais.

O que achamos de Diamantina

Nossa experiência em Diamantina foi muito positiva.

A cidade tem aquele tipo de centro histórico que combina muito com quem gosta de viajar sem pressa. É uma cidade para caminhar, olhar os detalhes das casas, entrar nas igrejas, conhecer as praças e parar em algum restaurante no final do dia. Nós gostamos especialmente de poder fazer boa parte dos passeios caminhando e ir descobrindo os lugares naturalmente.

Também foi uma viagem em que a gastronomia acabou fazendo parte da experiência. Entre uma caminhada e outra, tivemos pizza, comida mineira, torresmo, feijão tropeiro, sobremesa, cervejas locais e, claro, bastante chopp IPA. No final, ficou aquela sensação de que três dias foram suficientes para conhecer bastante coisa, mas ainda deixaram vontade de voltar.

E talvez seja esse um dos melhores sinais de uma boa viagem.

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