São Francisco foi uma das cidades que a gente tinha bastante expectativa na viagem — e mesmo com pouco tempo, deu para aproveitar bem. Ficamos praticamente um dia e meio na cidade, entre os dias 29 de dezembro e 1º de janeiro (sendo que no dia 1º já voltamos para Los Angeles). Vou contar exatamente como foi, sem roteiro idealizado, só o que realmente fizemos.
Saímos de Bakersfield e pegamos uma estrada de mais ou menos 4h30 até São Francisco. No caminho, aproveitamos para parar no Vale do Silício e conhecer as sedes da Apple, Google e Meta, algo que já contamos em outro artigo aqui no blog. Foi uma parada que encaixou perfeitamente no trajeto e já começou a elevar a expectativa para a chegada na cidade.
Chegamos em São Francisco por volta das 14h / 14h30 e, antes mesmo de pensar em hotel ou check-in, fomos direto para a Golden Gate Bridge. Como já estávamos de carro, fazia sentido aproveitar o embalo e ir direto para o principal cartão-postal da cidade. O trânsito estava pesado, mas dentro do esperado, e mesmo assim conseguimos encontrar estacionamento relativamente perto dos pontos bons para foto. Deu para parar com tranquilidade, caminhar pela região e aproveitar a vista sem correria, o que já fez a chegada valer a pena.







Depois disso, seguimos para o hotel. Ficamos no Grant Hotel, onde pagamos US$ 421,87 por dois quartos durante duas noites. Um ponto que sempre preocupa em São Francisco é estacionamento, mas nesse caso foi bem simples de resolver. Utilizamos o Royal Parking LLC, que ficava praticamente em frente ao hotel — era literalmente atravessar a rua. O custo foi de US$ 40 por dia, totalizando US$ 80, o que, considerando a cidade, foi bem razoável.
Como já era fim de tarde, descansamos um pouco e saímos à noite para jantar. Depois de vários dias comendo muito lanche durante a viagem, queríamos algo diferente, então fomos até Chinatown, que ficava perto do hotel.




Escolhemos o Far East Cafe e pedimos um pouco de tudo: guioza, sopa com macarrão, pratos para dividir e cerveja Tsingtao. A conta ficou em torno de US$ 123,75 para três pessoas. Não é barato, mas foi uma experiência diferente e bem válida.








Depois do jantar, ainda demos uma volta pela região, que estava bem iluminada por conta das decorações de Natal, mas como o cansaço já estava batendo, voltamos para o hotel.




No dia seguinte, que era o nosso único dia inteiro na cidade, acordamos cedo para aproveitar ao máximo. Começamos andando sem um roteiro muito fechado, só explorando as ruas mesmo. Uma coisa interessante de São Francisco é que você anda bastante, sobe e desce várias ruas e, mesmo assim, tem a sensação de que continua sempre na mesma região, principalmente por causa do relevo da cidade.





Logo depois, fomos até o bondinho, que era uma experiência que não dava para deixar de fora. Pagamos US$ 15 por pessoa no ticket diário, que permite uso ilimitado, e vale muito a pena.





Além de ser um ponto turístico clássico, ele funciona como um meio de transporte prático para conhecer a cidade. Para quem já jogou GTA, andar por aquelas ruas, principalmente na California Street, traz uma sensação bem familiar. Subimos com o bondinho, descemos no topo e aproveitamos bastante para tirar fotos.









Seguindo o passeio, passamos também pela Grace Cathedral, uma igreja muito bonita e com um ambiente bem tranquilo. Foi uma parada rápida, mas que valeu pela arquitetura e pelo contraste com o restante da cidade.


Um dos pontos mais marcantes da nossa passagem por São Francisco foi a experiência com carro autônomo. Usamos o serviço da Waymo, empresa do grupo da Google, e foi algo que superou bastante a expectativa. Diferente da experiência que tivemos em Las Vegas, que ainda parecia mais experimental, aqui o serviço já funciona como algo do dia a dia. Chamamos o carro pelo aplicativo, esperamos cerca de três minutos e ele chegou sozinho. Todo o processo é feito pelo celular: destravar o carro, iniciar a corrida, ajustar temperatura e tudo mais. O carro era um Jaguar, completamente normal por dentro, mas cheio de sensores. O mais impressionante foi ver como ele se comporta bem no trânsito real da cidade, com segurança e precisão.


Fomos até a região do Pier utilizando o bondinho, que já deixa bem próximo. Chegando lá, conseguimos ver a ilha de Alcatraz de longe, o que já é uma experiência interessante. A região do Pier é bem movimentada, cheia de lojas, restaurantes e turistas, aquele ambiente típico que você anda sem pressa, só observando.







Depois disso, pegamos novamente o carro autônomo e fomos até a Lombard Street, aquela famosa rua cheia de curvas. Descemos a pé, tiramos várias fotos e ficamos um tempo ali curtindo o lugar. É um ponto bem turístico, mas que realmente vale a visita.









Na sequência, voltamos para a região do Pier e aproveitamos para almoçar no Wipeout Bar & Grill. Pedimos uma cerveja e um pão com sopa de carne estilo goulash, que estava muito bom. Foi uma parada simples, mas suficiente para recarregar antes de continuar o dia. No total, gastamos cerca de US$ 83,66 para três pessoas.


Depois do almoço, ainda demos mais uma volta pela região e voltamos para o hotel para descansar um pouco. À noite, saímos novamente e fomos ao Last Drop Tavern. Foi um momento mais tranquilo, com cerveja e algumas porções. Inclusive, fomos atendidos por um brasileiro, que acabou puxando conversa com a gente e até mandou uma batata por conta da casa. No total, gastamos cerca de US$ 92,84 para três pessoas.







No geral, São Francisco entregou muito mais do que a gente esperava, mesmo com pouco tempo. Em um dia e meio conseguimos conhecer os principais pontos turísticos, andar de bondinho, explorar bem a cidade e ainda viver a experiência do carro autônomo, que foi um dos grandes destaques da viagem.
Se tivéssemos mais tempo, com certeza ficaríamos mais dias. Ainda assim, foi uma passagem bem completa, e São Francisco acabou se mostrando uma cidade que mistura muito bem o turismo clássico com tecnologia de ponta, de um jeito que poucas conseguem.












