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Las Vegas sem pressa (e sem limites): 4 dias intensos na cidade que não dorme

Se existe um lugar onde o exagero não só é permitido, mas praticamente obrigatório, esse lugar é Las Vegas. E foi exatamente isso que encontramos — e vivemos intensamente — entre os dias 24 e 27 de dezembro de 2025.

Mas a história começa um pouco antes, no dia 23, quando cruzamos o deserto de Nevada após nossa jornada pela Route 66. A paisagem árida e silenciosa parecia nos preparar para o completo oposto: uma cidade que pulsa luz, som e movimento o tempo inteiro.

Chegada, hospedagem e a “pegadinha” do estacionamento

Chegamos já no fim do dia e seguimos direto para o Airbnb onde ficaríamos hospedados. A escolha foi certeira: uma casa confortável, espaçosa, com dois quartos, perfeita para recuperar as energias depois de dias de estrada. Apesar de não estar na região mais turística, o acesso era fácil — principalmente porque estávamos de carro.

Dirigir em Las Vegas é bastante tranquilo e prático, porém o estacionamento pode ser um ponto negativo. Durante a viagem, gastamos em média cerca de US$ 25 por dia para deixar o carro. Para facilitar, utilizamos aplicativos como SpotHero e ParkWhiz, que permitem reservar vagas com antecedência. Isso fez diferença, evitando contratempos e, em várias situações, garantindo preços mais vantajosos.

Primeira noite: o impacto da Strip

Mesmo cansados, decidimos sair para sentir o clima da cidade. E não havia escolha melhor do que a icônica Las Vegas Strip.

A primeira impressão é difícil de descrever. Tudo é grande, iluminado, exagerado. Cada hotel parece competir pelo título de mais impressionante da cidade. Logo de cara, fomos assistir ao espetáculo das fontes do Bellagio. A água dança ao som da música com uma precisão impressionante — e o melhor: é gratuito. Um pequeno milagre em Vegas.

Para fechar a noite, escolhemos o Bubba Gump Shrimp Co.. O ambiente, inspirado no universo de Forrest Gump, é leve e divertido.

Pedimos camarões preparados de diferentes formas e pratos com frango, acompanhados de uma boa cerveja IPA. As porções são generosas e a experiência foi exatamente o que precisávamos naquele momento. A conta, para três pessoas, ficou em 111,87 dólares.

Café da manhã: entre praticidade e economia

Ao longo dos dias, nossos cafés da manhã seguiram um padrão bem funcional. Em algumas manhãs, optamos pelo clássico Starbucks, com café e algo rápido para começar o dia. Em outras, fomos ao Carl’s Jr., onde os sanduíches com ovos, bacon e queijo garantiam energia suficiente para longas caminhadas.

Mas a estratégia que mais ajudou no orçamento foi utilizar o próprio Airbnb. Fizemos compras em diferentes unidades do Walmart — que acabaram virando nosso ponto de apoio durante a viagem — e montávamos cafés mais simples, com pães, sucos, café e snacks.

Cassinos: uma volta ao mundo sem sair da Strip

A partir do dia 24, iniciamos nossa “missão”: conhecer todos os cassinos de Las Vegas. E o mais curioso é que cada um deles funciona como um pequeno universo temático.

No Excalibur, entramos em um castelo medieval, com torres coloridas e atmosfera que remete a histórias do Rei Arthur. Já o Luxor impressiona com sua pirâmide gigantesca e a esfinge na entrada, criando um ambiente inspirado no Egito Antigo.

O New York-New York recria Manhattan, com direito à Estátua da Liberdade e até uma montanha-russa passando pelo complexo.

Mas talvez o mais imersivo seja o The Venetian, onde canais, gôndolas e um teto pintado simulando o céu fazem você esquecer completamente que está no deserto.

O Paris Las Vegas transporta o visitante para a França, enquanto o Caesars Palace impressiona pela grandiosidade inspirada na Roma antiga. Já o Wynn Las Vegas traz uma elegância moderna, e o MGM Grand reforça a escala monumental da cidade.

Entre um cassino e outro, fizemos algumas apostas. Não ficamos milionários — mas acumulamos boas histórias.

Gastronomia: de camarões a buffets gigantes

A comida em Vegas é praticamente uma atração à parte. No dia 24, após uma visita aos outlets, jantamos no Hard Rock Cafe Las Vegas.

O ambiente é vibrante, repleto de referências ao rock, e o cardápio segue a linha americana clássica: hambúrgueres robustos, carnes bem preparadas e batatas fritas crocantes. Com alguns chopps para acompanhar, a conta chegou a 197,14 dólares.

No dia 25, o almoço foi mais prático, com pizza no New York-New York — fatias grandes, estilo nova-iorquino, ideais para quem quer comer rápido e seguir explorando. Já o jantar no Denny’s não foi dos melhores momentos da viagem. Apesar do cardápio variado, a experiência ficou aquém do esperado. A conta foi de 82,95 dólares.

No dia 26, tivemos uma experiência bem diferente no Golden Corral. Um buffet gigantesco, com opções que vão de carnes e frango frito até sobremesas variadas, tudo à vontade por 17,21 dólares por pessoa. É o tipo de lugar que representa bem o estilo americano: fartura e praticidade.

Encerramos a parte gastronômica no dia 27 com o Five Guys. Hambúrguer simples, feito na hora, ingredientes de qualidade e porções generosas de batata frita. Pagamos 50,37 dólares para três pessoas, e a experiência nos lembrou nossa passagem por Florença.

Além de conhecer os cassinos visitamos os dois outlets de Vegas (South e North Premium Outlets) o qual dedicaremos um artigo dedicado que pode ser acessado neste link.

Natal em Vegas: uma experiência diferente

Passar o Natal em Las Vegas foi, no mínimo, curioso. Em vez de uma ceia tradicional, fomos até a famosa Welcome to Fabulous Las Vegas Sign para registrar o momento.

Aproveitamos também para visitar a loja da Harley-Davidson, tudo isso em pleno dia 25, sob o sol do deserto.

Definitivamente, um Natal nada convencional — mas inesquecível.

Tecnologia, luzes e despedida

No dia 26 à noite, tivemos a oportunidade de experimentar um carro autônomo da Amazon, o Zoox. A experiência mistura curiosidade e surpresa — e funciona melhor do que imaginávamos.

Ainda nessa noite, visitamos a impressionante Sphere, uma estrutura esférica iluminada que parece saída de um filme de ficção científica.

Já no último dia, encerramos nossa passagem pela cidade na Fremont Street Experience. Com seu telão gigante cobrindo a rua, shows e uma atmosfera vibrante, o local oferece uma experiência diferente da Strip — mais caótica, mais “raiz”, mas igualmente fascinante.

Conclusão: Vegas vivida de verdade

Saímos de Las Vegas fascinados. Para Bruno e Agatha, foi a primeira vez. Para mim, a segunda — mas completamente diferente.

Dessa vez, posso dizer com segurança: conhecemos Vegas de verdade.

Andamos muito, exploramos cada canto, entramos em todos os cassinos possíveis. Vivemos a cidade além dos cartões-postais.

Porque Las Vegas não é só um destino. É uma experiência. E quando você se permite vivê-la por completo, ela deixa de ser apenas um lugar — e passa a ser uma história que você leva para sempre.

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