Porque nenhuma viagem épica é completa sem pelo menos um dia dedicado a entrar em lojas “só para olhar” e sair carregando sacolas.
Dia 31 de Dezembro: Bem-vindos a LA, agora vamos dormir!
Chegamos em Los Angeles na noite do dia 31 de dezembro — de carro, vindo de San Francisco. Isso mesmo: depois de horas na estrada percorrendo a Califórnia, virada do ano, uma das cidades mais festeiras do planeta, e a gente mal conseguia manter os olhos abertos. O cansaço da viagem bateu feio, mas o estômago não mentiu — precisávamos jantar.
E foi aí que tomamos a decisão mais brasileira possível em solo americano: Outback Steakhouse. Sim, aquele. O mesmo que tem no shopping perto da sua casa. Mas olha, quando você está cansado, com fome e em terra estranha, um bloomin’ onion tem um sabor completamente diferente — o sabor do conforto. A conta para nós três chegou a U$ 107,43, o que nos pareceu um preço bem justo para encerrar 2025 com estilo (ou pelo menos com barriga cheia).


Fogos? Nem pela janela do hotel a gente viu — dormimos antes mesmo de 2026 chegar oficialmente. Los Angeles estava em festa lá fora, e nós? No travesseiro. Sem arrependimentos.
Dia 1 de Janeiro: Hollywood, Fama e Muita, Muita Caminhada
Calçada da Fama e o Coração de Hollywood
Com as energias renovadas, começamos o ano do jeito certo: Hollywood Boulevard. A famosa Calçada da Fama (Hollywood Walk of Fame) é exatamente o que você imagina — e ao mesmo tempo completamente diferente. São mais de 2.700 estrelas incrustadas na calçada, homenageando artistas do cinema, televisão, música, rádio e teatro. A gente ficou ali, andando pra lá e pra cá como se tivesse perdido algo, só que o que a gente procurava eram os nomes dos nossos artistas favoritos — e olha, rendeu foto boa pra caramba!








As lojinhas de souvenir espalhadas pela região são um capítulo à parte. Você encontra de tudo: camisetas, bonés, imãs de geladeira com a cara do Brad Pitt, miniaturas do letreiro de Hollywood… A tentação é grande, o dólar chora, mas a memória fica.







O ponto alto da visita foi passar em frente ao Dolby Theatre, o teatro onde acontece a cerimônia do Oscar desde 2002. É impressionante estar diante daquele lugar que a gente só conhecia pela televisão, imaginando o tapete vermelho, os holofotes e as estrelas desfilando. Tem até as pegadas e assinaturas de famosos no concreto no TCL Chinese Theatre ali do lado — uma tradição que existe desde 1927!




Beverly Hills e a Rodeo Drive: Onde o Dinheiro Passeia
Ao entardecer, pegamos rumo a Beverly Hills. Você sabe que chegou quando as ruas ficam absurdamente limpas e os carros começam a parecer que saíram de uma concessionária de luxo.
A Rodeo Drive é a rua. Três quarteirões de pura ostentação: Gucci, Louis Vuitton, Chanel, Prada, Hermès… As vitrines são obras de arte e entrar parece que exige uma senha secreta que a gente claramente não tinha. Mas passear por ali, observar e imaginar já é uma experiência e tanto.

















E, para completar, não deixamos de tirar foto no famoso letreiro de Beverly Hills — aquele clássico com as letras brancas cercado de palmeiras e jardins impecáveis, que você já viu em dezenas de filmes e séries. Aquela foto que diz tudo sem precisar de legenda.





Depois de tanto andar, a solução para o jantar foi prática: encontramos um Pizza Hut pelo caminho e não poderíamos ter feito escolha mais sábia. Simples, gostoso e suficiente. A conta: U$ 36,54. Dia encerrado com chave de ouro (e muito queijo).




Dia 2 de Janeiro: O Letreiro, a Rota 66 e a Praia de Todo Mundo
A Missão: Aquela Foto no Letreiro de Hollywood
Acorda cedo, o tempo está colaborando — o que em Los Angeles nessa época do ano não é garantido — e a missão é clara: conseguir a melhor foto possível do letreiro de Hollywood.

O famoso Hollywood Sign, com suas letras brancas de quase 14 metros de altura cada uma, instalado nas colinas de Mount Lee desde 1923, é um dos cartões-postais mais icônicos do mundo. E chegar no ângulo certo exige estratégia. Existe um roteiro certo, com mirantes específicos que entregam perspectivas completamente diferentes — e a gente tinha esse roteiro mapeado na palma da mão.







Santa Mônica Pier: Onde a Rota 66 Termina (ou Começa)
A tarde foi para um lugar que eu, como bom apaixonado por Harley Davidson e pela história das estradas americanas, estava esperando desde que a viagem foi planejada: o Pier de Santa Mônica.

Mas por que o Pier é tão especial? Porque ele marca o fim oficial da mítica Rota 66 — ou U.S. Route 66 —, a estrada que cortou os Estados Unidos de Chicago até o Pacífico por décadas, símbolo de liberdade, aventura e o espírito americano em sua forma mais pura.




O pier em si é uma delícia: tem o Pacific Park, um parque de diversões suspenso sobre o oceano com a famosa roda gigante solar, barraquinhas de comida, lojas, pescadores na ponta… E tudo isso com aquela vista do Pacífico que larga o queixo. É o tipo de lugar que você fica mais tempo do que planejou.



Venice Beach: Direto do GTA
Logo ali do lado, Venice Beach nos recebeu com toda a sua loucura habitual. Se você já jogou GTA (e quem de nós não jogou?), vai ter uma sensação muito estranha de familiaridade — porque o jogo claramente bebeu bastante dessa fonte. A calçada (Ocean Front Walk) é um espetáculo: skatistas, músicos de rua, artistas, vendedores, malabaristas, academias ao ar livre, murais gigantes… É um mundo completamente diferente a poucos quilômetros de Beverly Hills. Los Angeles é isso: uma cidade de contrastes absurdos que convivem de boa.



Comes e Bebes
O almoço foi no já conhecido Applebee’s — que, assim como o Outback, é daqueles restaurantes que acabam virando um porto seguro durante a viagem. Ambiente descontraído, porções generosas e aquele cardápio sem surpresas. A conta ficou em US$ 78,18 para os três.
No meio da correria entre compras, passeios e deslocamentos, também fizemos uma parada no tradicional TGI Fridays. Afinal, depois de tantos quilômetros rodando pelos Estados Unidos, às vezes tudo o que você quer é um bom hambúrguer acompanhado de batatas fritas e uma cerveja gelada. A refeição saiu por US$ 50,13 para duas pessoas, um valor bastante justo para os padrões da Califórnia.



Já para o jantar, optamos pela praticidade e ficamos no próprio hotel, no Edmon Bar & Kitchen. O restaurante cumpre muito bem o papel: ambiente agradável, atendimento atencioso e um cardápio variado. Não foi a refeição mais memorável da viagem, mas depois de um dia intenso como aquele, poder simplesmente descer do quarto e jantar sem precisar enfrentar trânsito ou procurar estacionamento foi um luxo. A conta fechou em US$ 99,98, um valor bastante razoável para Los Angeles.






Dia 3 de Janeiro: Compras, Mais Compras e um Pouquinho de Consumismo Sem Controle
O dia 03 foi oficialmente dedicado às compras. E quando digo compras, estou falando de um verdadeiro circuito turístico-comercial pelos Estados Unidos. A programação começou no Target. Depois Walmart. Depois mais Walmart. E, claro, uma parada estratégica no outlet, porque viajar para os EUA e não visitar um outlet é praticamente impossível.



A essa altura da viagem, já estávamos contaminados por aquela sensação extremamente perigosa de:
“Ah, mas aqui está muito mais barato…”
Foi exatamente assim que o carrinho foi enchendo aos poucos com roupas, eletrônicos, lembrancinhas, itens para casa e várias outras coisas que, curiosamente, não faziam parte da lista original.


Entre uma loja e outra, fomos descobrindo promoções, comparando preços e aproveitando algumas oportunidades que realmente valiam a pena. E convenhamos: mesmo depois de entrar em vários Targets, Walmarts e outlets durante a viagem, a experiência continua sendo divertida.
No fim do dia, voltamos para o hotel com menos espaço nas malas, mais sacolas no porta-malas e aquela sensação de missão cumprida que todo viajante entende perfeitamente.
Dia 4 de Janeiro: Universal Studios Antes de Ir Embora? Claro que Sim.
Antes de pegar a estrada e seguir viagem, decidimos encerrar nossa passagem por Los Angeles da melhor forma possível: um dia inteiro no Universal Studios Hollywood. E sinceramente? Não poderíamos ter escolhido uma despedida melhor.
Mesmo com aquele clima de fim de etapa da viagem, o parque conseguiu entregar exatamente o que esperávamos: diversão, nostalgia e a sensação de estar literalmente dentro de alguns dos filmes e universos que marcaram nossa infância e adolescência.
Diferente dos parques mais tradicionais, o Universal Studios Hollywood tem uma proposta única. Aqui, tudo gira em torno do cinema, da televisão e dos bastidores de Hollywood. E isso aparece em cada atração, cenário e detalhe espalhado pelo parque.
Entre os destaques do dia estão:
- The Wizarding World of Harry Potter, onde Hogsmeade ganha vida de forma impressionante;
- Jurassic World – The Ride, uma mistura perfeita de diversão, aventura e alguns litros de água no caminho;
- Transformers: The Ride 3D, uma das atrações mais intensas e tecnológicas do parque;
- Super Nintendo World, que parece um videogame gigante funcionando na vida real;
- Springfield, a área dos Simpsons, completamente maluca, divertida e fiel ao desenho;
- Revenge of the Mummy, uma montanha-russa no escuro que entrega adrenalina do início ao fim;
- E outras atrações voltadas para toda a família, que ajudam a equilibrar a experiência ao longo do dia.

Mas se existe uma atração que torna esse parque realmente especial, é o famoso Studio Tour.
Percorrer os bastidores reais de Hollywood, passando por cenários utilizados em filmes e séries, é uma experiência difícil de descrever. Para quem cresceu assistindo produções americanas pela televisão, é um daqueles momentos que fazem a viagem valer ainda mais a pena.

E existe um detalhe que torna tudo ainda mais interessante: o Universal Studios Hollywood não é apenas um parque temático. Ele continua funcionando como um estúdio de cinema e televisão de verdade. Ou seja, enquanto milhares de turistas passeiam pelo parque, produções reais podem estar acontecendo em alguma área do complexo.
Foi o encerramento perfeito para nossa passagem por Los Angeles e uma daquelas experiências que ficam na memória muito depois que a viagem termina.
Se você quiser conhecer todos os detalhes da nossa visita, incluindo dicas, atrações, filas, valores e nossa experiência completa no parque, confira também nosso artigo exclusivo sobre o Universal Studios Hollywood.
O Balanço Final
Quatro dias em Los Angeles foram suficientes para entender por que essa cidade virou sinônimo de sonho para tanta gente — e também para perceber que ela é muito mais caótica, divertida e imprevisível do que qualquer filme consegue mostrar.
Da Calçada da Fama ao fim da Rota 66, do brilho de Rodeo Drive à bagunça criativa de Venice Beach, das compras completamente desnecessárias às atrações da Universal: Los Angeles entregou tudo isso e mais um pouco.
E no fim das contas, talvez seja exatamente isso que faz LA funcionar tão bem.












