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Veneza em 3 Dias: História, Canais e Aperol com a Melhor Vista da Cidade

Nossa viagem a Veneza aconteceu nos dias 25, 26 e 27 de dezembro de 2024, bem no inverno europeu. O frio só deixou a cidade ainda mais mágica, com aquela neblina suave que faz Veneza parecer um cenário de filme.

Depois de dias intensos em Florença, embarcamos no trem rumo à Veneza também conhecida pelo apelido histórico de Sereníssima. Assim que chegamos à estação Santa Lucia, já sentimos a atmosfera única da cidade: nada de carros ou buzinas, apenas barcos cortando os canais e o som das águas batendo nas margens.

Logo na chegada, compramos o passe do Vaporetto – o transporte público aquático de Veneza (temos um artigo completo sobre como funciona e que você pode conferir neste link – e olha… fizemos ele valer cada centavo! Aproveitamos para parar em várias, se não todas, as estações ao longo do Grande Canal, curtindo cada pedacinho do percurso. Já no primeiro passeio, enquanto cruzávamos as águas, percebemos que estávamos prestes a viver dias inesquecíveis.

Veneza é um verdadeiro museu a céu aberto, onde praças, palácios e igrejas exibem uma arquitetura que mistura estilos góticos, renascentistas e bizantinos, encantando em cada detalhe das fachadas ornamentadas e cúpulas douradas. Mas o charme da cidade vai além dos monumentos: está também em seus labirintos de vielas estreitas, becos misteriosos e canais que cortam a cidade, revelando pontes charmosas, cantinhos secretos e a vida cotidiana dos venezianos em harmonia com as gôndolas que deslizam silenciosamente pelas águas.

Dia 1 – 25/12: Primeiros Encantos e Gastronomia

Descer do Vaporetto na Piazza San Marco é daquelas experiências que parecem de cinema. Mesmo com o frio, a imponência do lugar impressiona. Napoleão não exagerou quando disse que era “a sala de estar mais bonita da Europa”. Ficamos um tempo admirando a Basílica de San Marco por fora, com seus mosaicos dourados que brilham até nos dias mais nublados. Não entramos dessa vez, mas só a fachada já valia a visita. Ao lado, o Campanile di San Marco se destacava com seus quase 100 metros de altura – a vista lá de cima deve ser de tirar o fôlego.

No quesito comida, começamos com um drink no Bar Americano, bem próximo à praça, para brindar nossa chegada. Depois, paramos para um almoço na 1000 Gourmet Pizzeria, porque pizza boa não tem hora! À noite, o jantar foi no charmoso Canova Venezia, com pratos típicos italianos e, claro, um bom vinho para aquecer.

Dia 2 – 26/12: História, Becos e Aperol com Vista de Cinema

O segundo dia começou no Palácio Ducal, um mergulho na história da cidade. Seus salões imensos, as obras de Tintoretto e Veronese e a atmosfera grandiosa são de impressionar qualquer um.

Seguimos para a Ponte dos Suspiros – dizem que os prisioneiros suspiravam ao atravessá-la, vendo Veneza pela última vez. Melancólico, mas cheio de história.

Depois, chegou a vez da Ponte Rialto, um dos lugares que mais amamos! Passamos por ela várias vezes, exploramos os becos ao redor e descobrimos lojinhas e restaurantes escondidos que só Veneza pode oferecer.

E foi ali perto que aconteceu um dos momentos mais marcantes da viagem: o Aperol Spritz com a melhor vista de Veneza. O Bruno pediu ao garçom a mesa com “a melhor vista” e não é que deu certo? Estávamos de frente para o Grande Canal, com um céu limpo, o friozinho típico do inverno e um pôr do sol simplesmente magnífico. Aliás, foi na Itália que conhecemos o Aperol Spritz – essa mistura perfeita de Aperol (um licor levemente amargo com notas de laranja e ervas), prosecco e água com gás – e desde então a bebida virou tradição até de volta ao Brasil.

No almoço desse dia, fomos à Trattoria Al Leoncini, simples e deliciosa. Depois, brindamos com o tal Aperol no Bar Lucano, e fechamos a noite no Ristorante Villa. E como sobremesa, não podia faltar um gelato no Bar Gelateria Al Ponte – porque quem disse que sorvete não combina com inverno?

Dia 3 – 27/12: Murano, Burano e Torcello

No último dia, partimos para as ilhas. Começamos por Murano, famosa pelos mestres vidreiros e suas incríveis demonstrações de sopro de vidro.

Depois, seguimos para Burano, uma explosão de cores com suas casinhas vibrantes e irresistíveis para fotos. Por fim, fomos a Torcello, uma ilha tranquila, quase silenciosa, com uma atmosfera que parece parada no tempo.

Como cada uma dessas ilhas merece um mergulho mais profundo em seus encantos, vamos preparar um artigo especial só sobre elas, que você poderá acessar neste link.

Livraria Acqua Alta

Antes de dar tchau para Veneza, visitamos a Libreria Acqua Alta, um lugar tão excêntrico quanto encantador. Livros empilhados em gôndolas e até banheiras para protegê-los das enchentes – e aquela famosa escada feita de livros antigos, perfeita para fotos. Ah, e claro, a gôndola dentro da loja… mas a fila estava gigante mesmo de manhã, então ficou como motivo para voltar!

E o passeio de gôndola?

Ficou para a próxima! Com o frio e tanta coisa para ver caminhando, preferimos deixar para uma próxima visita, talvez na primavera – quem sabe com menos turistas e clima mais agradável.

Conclusão

Foram três dias intensos e apaixonantes. De becos escondidos a ilhas coloridas, de história a gastronomia e, claro, muitos Aperol Spritz. Veneza nos deixou uma certeza: a de que vamos voltar. E da próxima vez… nada de fila para a foto na gôndola da livraria!

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