Depois de alguns dias conhecendo Cusco, chegou a hora de sair um pouco da cidade e explorar algumas das atrações mais famosas da região.
No dia 23 de abril de 2026, acordamos cedo, porque o dia seria longo. A ideia era aproveitar bastante e conhecer alguns dos lugares mais importantes do chamado Vale Sagrado dos Incas.
E olha… foi um daqueles dias em que a gente volta para o hotel cansado, mas com a sensação de que valeu cada minuto!
Nossa primeira parada: a famosa lã de alpaca
Logo que saímos de Cusco, fizemos uma parada em uma loja de artesanato típica da região, onde tivemos uma apresentação sobre a produção dos tecidos feitos com fibras de alpaca.
Antes das compras, explicaram todo o processo de produção, desde o trabalho com a fibra até a confecção das roupas. Eles ainda ofereceram um chazinho para acompanharmos a apresentação, deixando a experiência ainda mais interessante.
E aqui fica uma curiosidade: quando você ouvir falar em alpaca e baby alpaca, saiba que as duas são fibras de alpaca. A diferença está principalmente na finura da fibra. A chamada baby alpaca possui fibras mais finas e macias e, por isso, é considerada uma categoria mais premium e normalmente também custa mais.
Depois da apresentação, fomos conhecer a loja, que tinha blusas, cachecóis, mantas, gorros e vários outros produtos.










O Juliano acabou entrando na brincadeira e comprou uma blusa de alpaca tradicional por 250 soles, que na época ficou em torno de R$ 400.
Uma lembrança daquelas que fazem sentido depois de uma viagem como
Moray: um lugar que impressiona
Nossa primeira grande atração do dia foi Moray.
Quando você chega e olha aquelas enormes estruturas circulares construídas no terreno, a primeira reação é:
Como eles fizeram isso?
Moray é formado por terraços circulares construídos pelos incas e relacionados ao cultivo agrícola. A estrutura aproveita as diferenças de altitude e temperatura entre os níveis.
Nós ficamos aproximadamente 30 minutos no local, tempo suficiente para observar tudo com calma e, claro, tirar muitas fotos.




Há também banheiros e algumas lojinhas de artesanato, mas o grande destaque é chegar ao mirante e ver Moray lá embaixo.
Salineras de Maras: o sal nas montanhas
De Moray, fomos para as Salineras de Maras.
São centenas de pequenas piscinas de sal construídas na encosta da montanha. A água salgada de uma nascente é distribuída por canais e vai passando pelas piscinas. Com a evaporação, o sal fica acumulado nos tanques.
O mais interessante é que esse sistema continua sendo utilizado até hoje.
Na nossa visita, em abril, as salinas não estavam completamente brancas como vemos em muitas fotos. Nosso guia explicou que a aparência muda conforme o período e o processo de formação e retirada do sal.




O ingresso para entrar na área das Salineras de Maras custou 25 soles por pessoa, algo em torno de R$ 38 a R$ 40 na conversão que fizemos na época.
Não pegamos aquele cenário totalmente branquinho das fotos que vemos por aí, mas, mesmo assim, gostamos bastante da visita. Se você der sorte de pegar as salinas na época certa, com as piscinas bem branquinhas, a paisagem fica ainda mais bonita.
Além das fotos, é interessante conhecer o lugar para entender como esse sistema tradicional de produção de sal funciona.
Ollantaytambo: um dos lugares mais impressionantes do dia
Depois das Salineras, seguimos para Ollantaytambo.
Esse foi um dos lugares que mais nos impressionou. O sítio arqueológico reúne enormes blocos de pedra, terraços, construções e canais que mostram a capacidade de engenharia dos incas.
Os sistemas de água são especialmente interessantes. Você consegue observar como os antigos habitantes da região aproveitavam o terreno e conduziam a água através das estruturas de pedra.
E tudo isso cercado pelas montanhas.













Durante a visita, ainda encontramos várias alpacas andando tranquilamente pela região, o que deixou o cenário ainda mais especial.
Na saída do sítio arqueológico, encontramos uma feirinha com várias lojas de artesanato e produtos típicos. É aquele lugar em que você inevitavelmente dá uma olhada para ver se encontra alguma lembrança para levar para casa.





Pisac: história, montanhas e muita prata
E o dia ainda não tinha acabado!
Nossa última parada foi Pisac, onde visitamos o famoso sítio arqueológico localizado nas montanhas.
A caminhada pelo local é tranquila e, durante o percurso, você encontra terraços agrícolas, construções incas e uma vista panorâmica do vale.
É impressionante perceber como os povos andinos adaptaram as montanhas para cultivar seus alimentos e organizar sua vida naquela região.











Fizemos o percurso acompanhados pelo nosso guia e, apesar de algumas subidas, foi bastante tranquilo.
E tem outra coisa que chama atenção em Pisac: a prata!
Durante a viagem pelo Peru, principalmente nessa região turística, você vai encontrar muitos produtos de prata: anéis, brincos, colares, pulseiras e outros itens de artesanato.
E nós também acabamos levando uma lembrança.
A Agata comprou um anel de prata em Pisac, e vamos colocar a foto aqui abaixo para vocês verem.


É o tipo de lembrança que acaba carregando um pouco da viagem com você para casa.
Quanto custou nosso passeio pelo Vale Sagrado?
Uma informação que sempre gostamos de colocar aqui no blog, porque ajuda bastante quem está planejando a viagem: quanto gastamos?
O nosso passeio pelo Vale Sagrado dos Incas custou 38 soles por pessoa. Na conversão que fizemos durante a viagem, isso representava aproximadamente R$ 57 a R$ 60 por pessoa.
E, sinceramente? Achamos o preço muito bom pelo que o passeio ofereceu.
Passamos o dia conhecendo vários lugares, com transporte e acompanhamento de guia, e conseguimos visitar algumas das principais atrações da região. Por isso, para quem estiver em Cusco e estiver pensando em fazer esse roteiro, recomendamos muito o passeio.
Só lembre de considerar os ingressos de algumas atrações separadamente. No nosso caso, por exemplo, pagamos 25 soles por pessoa para entrar nas Salineras de Maras.
Finalizando nosso primeiro passeio pelo Vale Sagrado
Depois de Pisac, encerramos nosso passeio e pegamos o caminho de volta para Cusco.
Foi um dia puxado? Foi! Mas foi também um daqueles dias que ficam na memória.
Conhecemos lugares completamente diferentes entre si e tivemos a oportunidade de ver de perto um pouco da história, da cultura e das paisagens que fazem do Vale Sagrado uma das regiões mais especiais do Peru.
Foi nosso primeiro grande dia explorando o Vale Sagrado dos Incas — e começamos muito bem!
E ainda tinha mais pela frente, porque nosso roteiro por Cusco não terminaria naquele dia.












