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Lima à Mesa: nossa jornada gastronômica pela capital peruana

A gastronomia peruana é uma das grandes expressões culturais do país e combina influências indígenas, espanholas, africanas, chinesas, japonesas e de outras comunidades que ajudaram a formar a identidade do Peru.

Entre os pratos mais conhecidos estão o ceviche, preparado tradicionalmente com peixe fresco marinado em limão e acompanhado de ingredientes como cebola, pimenta e milho; o lomo saltado, uma das receitas mais populares do país, que combina tiras de carne salteadas com cebola, tomate e molho de soja, normalmente acompanhadas de batatas fritas e arroz; o ají de gallina, o anticucho, a causa, o arroz chaufa e as diferentes versões de sopas e caldos encontradas pelo país.

Mas a experiência gastronômica peruana não se resume aos pratos. As bebidas também fazem parte importante da viagem. E nenhuma representa melhor o Peru do que o Pisco Sour, preparado tradicionalmente com pisco, limão, açúcar e clara de ovo. O resultado é uma bebida equilibrada entre o cítrico, o doce e a força característica do pisco, com uma textura cremosa e aquele colarinho de espuma que faz parte da apresentação clássica.

Também encontramos outras bebidas e combinações interessantes durante nossa passagem por Lima. Drinks como Mojito, Margarita, Machu Picchu e Singapur apareceram em nossa jornada, além das inevitáveis cervejas.

Entre as cervejas peruanas mais encontradas estão Cusqueña, Cristal e Pilsen Callao, marcas que aparecem com bastante frequência em restaurantes, bares e supermercados. A Cusqueña, especialmente, possui diferentes versões e acabou se tornando uma das cervejas que mais associamos à viagem.

Nossa proposta, porém, não era fazer uma lista dos melhores restaurantes de Lima. Queríamos simplesmente experimentar a cidade também através da comida. Alguns lugares nos surpreenderam, outros foram escolhas mais simples e alguns acabaram se transformando em histórias que ficaram na memória.

E foi assim que começou nossa jornada gastronômica por Lima.

18 de abril: O primeiro almoço e o primeiro Pisco Sour

Chegamos a Lima por volta das 11h. Depois do voo, do trânsito entre o aeroporto e Miraflores e do cansaço da viagem, havia uma prioridade muito clara: comer.

Como estávamos hospedados no Hotel Ferré de Miraflores e o Larcomar ficava a poucos minutos, foi para lá que seguimos.

O Larcomar foi nossa primeira experiência gastronômica em Lima. Localizado sobre os penhascos de Miraflores e de frente para o Oceano Pacífico, o lugar reúne restaurantes, lojas e espaços abertos com uma vista privilegiada.

Entre as opções, escolhemos o Popular de aquí y de allá.

Foi nossa primeira refeição no Peru e, naturalmente, também nosso primeiro contato com sabores que ainda iríamos descobrir muito melhor ao longo da viagem.

Valor da refeição: 548,00 soles para 6 pessoas (aproximadamente: R$ 560,00

Depois do almoço, voltamos ao hotel para descansar.

À noite, retornamos ao Larcomar para jantar no Chili’s Grill & Bar. A escolha foi mais casual, perfeita para encerrar o primeiro dia em Lima com uma refeição descontraída. Pedimos wings, batata frita, peixe e um steak acompanhado de batatas, além de algumas bebidas para acompanhar: Cusqueña de trigo e Aperol Spritz.

Foi uma noite simples, mas gostosa, daquelas em que aproveitamos para descansar depois de um dia cheio de descobertas e começar a entrar no ritmo da viagem. E, mesmo sem provar o famoso Pisco Sour naquele momento, ainda teríamos muitas oportunidades ao longo da viagem para conhecer melhor uma das bebidas mais tradicionais do Peru.

Valor do jantar: 363,00 soles para 6 pessoas (aproximadamente: R$ 845,00)

19 de abril: Centro Histórico, La Muralha e uma tentativa frustrada de Pisco Sour

Nosso segundo dia foi dedicado principalmente ao Centro Histórico de Lima.

Depois de visitar a Plaza Mayor, a Catedral e outras atrações da região, chegou a hora do almoço. Escolhemos o restaurante La Muralha, localizado nas proximidades do Parque de la Muralla.

Valor do almoço: 548,50 soles para 6 pessoas (aproximadamente: R$ 846,00)

À noite, já de volta a Miraflores, fomos ao Parque Kennedy e acabamos jantando na Mama Lola, uma pizzaria charmosa e descontraída.

Valor do jantar: 352,00 soles para 6 pessoas (aproximadamente: R$ 543,00)

Depois de um dia inteiro de passeios, uma pizza acabou sendo uma excelente escolha.

20 de abril: Entre o Museo Larco e La Lucha Criolla

O dia começou com uma visita ao Museo Larco, um dos lugares que mais nos surpreenderam em Lima.

Depois da visita, inclusive chegamos a considerar almoçar no restaurante do próprio museu. O ambiente era muito bonito, mas o preço estava acima do que considerávamos razoável para aquele momento.

A gastronomia também exige escolhas. rsrs

Seguimos então para outras opções na região e fizemos nossa refeição nas proximidades do Hotel Vista al Mar.

Valor do almoço: 582,23 soles para 6 pessoas (aproximadamente: R$ 898,00)

À noite, fomos conhecer o La Lucha Criolla.

E aqui começou uma história que acabaria se repetindo durante nossa viagem.

Experimentamos o famoso sanduíche do restaurante e ele chamou bastante nossa atenção.

Naquele momento, ainda não sabíamos, mas voltaríamos ao La Lucha alguns dias depois justamente para confirmar se o sanduíche era realmente tão bom quanto tínhamos achado.

Valor do jantar: 248,20 soles para 6 pessoas (aproximadamente: R$ 383,00)

21 de abril: Café, crepes e uma pausa gastronômica

Depois de dois dias mais intensos, nossa manhã foi mais tranquila.

Antes de seguir para o aeroporto, passamos novamente pelo Larcomar e fizemos um lanche no Lucio Café.

A escolha foi simples: crepes e café, acompanhados novamente pela vista do Pacífico.

Valor do lanche: 121,80 soles para 6 pessoas (aproximadamente: R$ 187,00)

Era uma refeição pequena, mas representava bem aquele momento da viagem: caminhar sem pressa, sentar diante do oceano e aproveitar os últimos momentos daquela primeira passagem por Lima.

Seguimos para o aeroporto com a sensação de que ainda havia muita coisa para experimentar.

E realmente havia.

28 de abril: Barranco, tequeños e uma maratona de drinks

Depois de Cusco e Machu Picchu, voltamos a Lima no dia 27. No dia seguinte, decidimos explorar Barranco caminhando pela orla. Depois de conhecer o bairro e chegar ao Puente de los Suspiros, veio uma das experiências gastronômicas mais descontraídas da viagem. Paramos no restaurante Javier.

E ali fizemos praticamente uma maratona de bebidas. Vieram Mojito, Singapur, cerveja, Margarita com Corona e Machu Picchu. Para acompanhar, pedimos tequeños de queso.

Valor das bebidas e petiscos: 236,00 soles para 6 pessoas (aproximadamente: R$ 364,00)

Definitivamente, foi um dos dias mais alcoólicos da viagem. Mas a experiência foi divertida e combinou perfeitamente com o clima boêmio e descontraído de Barranco. Depois, ainda tivemos um dos grandes momentos daquele dia: o pôr do sol sobre o Pacífico.

E, à noite, voltamos ao La Lucha Criolla.

Precisávamos tirar uma dúvida. O sanduíche era realmente tão bom quanto havíamos achado na primeira vez? Era.

Valor do jantar: 203,00 soles para 6 pessoas (aproximadamente: R$ 313,00)

A segunda visita acabou servindo como confirmação de uma das nossas melhores descobertas gastronômicas em Lima.

29 de abril: Mercado de Surquillo e Siete Sopas

Queríamos conhecer um pouco mais da Lima cotidiana e fomos ao Mercado de Surquillo.

Nossa intenção inicial era conhecer o Mercado nº 1, mas encontramos o local fechado e acabamos seguindo para o nº 2.

Mercados são sempre uma excelente maneira de conhecer a gastronomia de uma cidade. Frutas, verduras, carnes, temperos, produtos locais e a movimentação dos moradores mostram uma Lima diferente daquela encontrada nos pontos turísticos.

Depois do passeio, seguimos para outras atrações da cidade. À noite, fomos ao Circuito Mágico del Agua e, depois, chegou a hora de conhecer o Siete Sopas.

Foi mais uma oportunidade de explorar a culinária peruana e experimentar pratos que ainda não havíamos conhecido.

Valor do jantar: 306,20 soles para 6 pessoas (aproximadamente: R$ 472,00)

O nome do restaurante já entrega sua especialidade: sopas e caldos que fazem parte da tradição gastronômica peruana.

Foi nesse momento que percebemos ainda mais claramente como a gastronomia peruana vai muito além do ceviche que normalmente aparece nas primeiras pesquisas de quem planeja uma viagem ao país.

30 de abril: Café da manhã, o primeiro ceviche e uma descoberta

O dia começou em Callao.

Antes de retornar para Lima, tomamos um excelente café da manhã no El Nakary Restaurant.

Valor do café da manhã: 65,00 soles para 6 pessoas (aproximadamente: R$ 100,00)

Mais tarde, de volta a Barranco, chegou finalmente a hora de enfrentar um dos pratos mais famosos do Peru:. o ceviche

Escolhemos o Posada del Mirador para o almoço. E havia uma questão pessoal envolvida nessa experiência. Peixe não é exatamente minha comida preferida. Mesmo assim, seria impossível passar pelo Peru sem experimentar o ceviche.

Então fui para o desafio.

O resultado? Aprovado.

Não virou meu prato peruano favorito, mas gostei da experiência e, principalmente, da oportunidade de experimentar o prato em seu próprio país.

Valor do almoço: 531,20 soles para 6 pessoas (aproximadamente: R$ 820,00)

1º de maio: O último lomo saltado

Nosso último dia no Peru chegou rapidamente. Antes de seguir para o aeroporto, ainda tivemos tempo para fazer nosso último almoço no Larcomar.

E não poderia haver escolha mais adequada para encerrar a viagem do que um prato que já havia conquistado nosso grupo: o lomo saltado.

Escolhemos o Saltao Larcomar.

Valor do almoço: 216 soles para 6 pessoas (aproximadamente: R$ 334,00)

Era nossa despedida gastronômica de Lima. E, naturalmente, não poderíamos deixar o Peru sem mais um lomo saltado.

Nossa experiência gastronômica em Lima

Quando começamos a viagem, não imaginávamos que a gastronomia teria um papel tão importante na nossa experiência em Lima.

A cidade nos apresentou uma culinária extremamente variada. Experimentamos pratos tradicionais, sanduíches, sopas, ceviche, lomo saltado, petiscos, pizzas, crepes e até refeições bastante conhecidas internacionalmente. Nossa jornada gastronômica em Lima foi assim: sem a pretensão de conhecer tudo, mas com muita vontade de experimentar.

E foi justamente essa mistura de descobertas, escolhas, surpresas e algumas histórias engraçadas que fez a gastronomia ocupar um lugar tão especial na lembrança que levamos da capital peruana.

Nossa jornada gastronômica pelo Peru não terminou em Lima. Nos próximos artigos, vamos contar também nossas experiências gastronômicas em Cusco e Águas Calientes, onde tivemos a oportunidade de conhecer sabores ainda mais ligados à cultura andina. Entre eles, uma experiência que certamente merece destaque foi a de experimentar o cuy, um prato tradicional dos Andes preparado a partir do porquinho-da-índia, animal que possui importante significado cultural e gastronômico na região. Mas essa história, incluindo a nossa reação ao experimentar um prato tão diferente daquilo que estamos acostumados a comer, fica para os próximos capítulos.

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