San Andrés é uma ilha colombiana de aproximadamente 80 mil habitantes e 32 km², localizada no Mar do Caribe. O local, que é sede do Arquipélago de San Andrés, Providencia e Santa Catalina, foi base militar de um personagem histórico notável, conhecido como Pirata Morgan, e hoje é um dos destinos do Caribe mais acessíveis para se visitar.
No entanto, não se engane: os preços em geral (dezembro de 2025) giram em torno de 1,5 vezes o valor em real.
Conhecida por suas praias de areia branca, águas cristalinas e vibrante cultura caribenha, a ilha possui uma história rica e diversificada. Descoberta pelos espanhóis no século XVI, San Andrés foi colonizada principalmente por ingleses, escoceses e irlandeses no século XVII.
O que há para fazer em San Andrés?
Meu roteiro e um pouco da minha experiência
Cheguei a San Andrés na segunda-feira à noite (01/12/2025), após um trajeto que, somando voo e conexão, ultrapassou 8 horas. O fuso horário local é de -2 horas em relação ao Brasil. Optei por contratar um táxi até o hotel, buscando mais conforto e tempo para me situar melhor depois. Esse dia foi destinado exclusivamente ao descanso: tomar um banho e procurar um local próximo para me alimentar.
Terça-feira (02/12/2025)
Aqui começa a aventura por San Andrés. O plano era alugar uma mule (um veículo semelhante a um carrinho de golfe) para percorrer a ilha e, depois, realizar um passeio subaquático.
Após um bom café da manhã, aguardei a mule no hotel. A melhor forma de fazer esse tour é no sentido anti-horário, aproveitando melhor os pontos de parada.

Como estava hospedado no centro, foi fácil acessar a rodovia principal e começar a explorar as maravilhas desse paraíso.
Parar com a mule no final da praia de Spratt Bight foi como chegar a um ponto natural de pausa da ilha. Com o mar ao fundo e o movimento desacelerado, tudo parece se alinhar: o caminho percorrido, as experiências vividas e a sensação de estar exatamente onde deveria estar. Os tons do mar, vistos de perto, são um espetáculo à parte.

Ainda na terça-feira, parei no Museu de San Andrés para conhecer um pouco mais da história local.
Visitar o museu foi como desacelerar o ritmo para ouvir o que a ilha tem a dizer. Entre paredes simples e objetos carregados de significado, ele revela uma San Andrés que vai muito além do mar azul: uma ilha marcada por resistência, mistura de culturas e memória viva.
Viajar sozinho tornou a experiência ainda mais profunda. Sem pressa, pude absorver cada detalhe e entender que conhecer San Andrés também passa por reconhecer suas raízes. O museu não é apenas um ponto turístico, mas um encontro com a identidade da ilha.
Trata-se de um museu etnográfico, instalado em uma casa tradicional típica da ilha.

História e objetivo do museu
A própria casa é uma construção tradicional de madeira, que reflete o estilo de vida e a arquitetura de épocas passadas.
O museu não possui um ano de fundação amplamente divulgado, pois foi criado pelos próprios moradores, com o objetivo de preservar a memória e as vivências dos isleños.
O acervo reúne objetos antigos, fotografias, utensílios domésticos, artesanato, músicas, danças e tradições que ajudam a compreender como era a vida na ilha entre os séculos XIX e XX.
Percorrer San Andrés é mais do que um passeio turístico; é quase um ritual para quem deseja sentir a verdadeira vibe do lugar. O vento no rosto, o azul do mar acompanhando cada curva e a sensação de liberdade tornam o percurso especial. Não é sobre velocidade, mas sobre presença: observar, respirar e viver o momento.

Parar no letreiro “I Love San Andrés” foi como materializar tudo o que eu já estava sentindo. Mais do que um ponto para fotos, ele simboliza a leveza, a simplicidade e a conexão imediata que a ilha desperta.

A experiência do Acquanautas revelou um novo jeito de sentir o mar. A cerca de seis metros de profundidade, caminhando pelo fundo do oceano, cada passo desacelera o tempo. Entre imagens submersas, como Poseidon e a bandeira da Colômbia, o mergulho se torna simbólico e marcante. Não é apenas uma atividade turística, mas quase uma visita a outro mundo.



Informações práticas – Terça-feira
- Mule: 330.000 COP (R$ 460,00/dia) — CNH e passaporte obrigatórios.
Caução de 50.000 COP. Faça um vídeo de 360° no momento da retirada. A devolução deve ser com o tanque cheio. - Museu: 20.000 COP (R$ 28,00) — cartão ou pesos colombianos.
- Acquanautas: 170.000 COP (R$ 243,00) + 95.000 COP (R$ 136,00) pelas imagens.
Quarta-feira (03/12/2025)
O parasail levou tudo para o alto, literalmente. Subir aos poucos, sentir o corpo leve e ver tudo ficando pequeno lá embaixo mistura adrenalina e tranquilidade de uma forma difícil de explicar.
Do alto, o famoso mar de sete cores se revela por completo. Voar sobre San Andrés foi entender que a viagem não é apenas sobre lugares, mas sobre perspectivas.


Informações práticas
- Taxa de embarque na marina: 5.000 COP (R$ 7,50)
- Parasail: 345.500 COP (R$ 495,00)
- Capa protetora à prova d’água para celular
Quinta-feira (04/12/2025)
O roteiro foi de ilha em ilha. Johnny Cay surge primeiro, com areia branca, coqueiros e mar transparente. Depois, o Aquário muda o ritmo sem perder a leveza: águas rasas, cristalinas e peixes coloridos cruzando o caminho naturalmente.


Informações práticas
- Taxa de embarque: 5.000 COP (R$ 7,50)
- Johnny Cay + Aquário: 125.000 COP (R$ 180,00)
- Uso de sapatilhas recomendado (≈ 30.000 COP)
Sexta-feira (05/12/2025)
Dia de desacelerar no Ibiza Boat Bar, um bar flutuante em pleno mar. Música, sol e o balanço suave da água criaram o cenário perfeito para encerrar a parte mais intensa da viagem.



Informações práticas
- Taxa de embarque: 5.000 COP (R$ 7,50)
- Ibiza Boat Bar: 90.000 COP (R$ 129,00)
- Consumo médio: 150.000 COP (R$ 214,00)
Sábado e domingo (06/12/2025 – 07/12/2025)
Dias livres, sem planos definidos. Caminhar, observar, sentar na areia e absorver o ritmo da ilha. A despedida aconteceu de forma leve, mais como um “até logo” do que um adeus.


Segunda-feira (08/12/2025) – Checkout
Documentação, dicas e alimentação
- RG emitido há menos de 10 anos ou passaporte (altamente recomendado).
- CIVP – Certificado Internacional de Vacinação contra Febre Amarela (via GOV.BR).
- CHECK-MIG – Formulário de imigração colombiano (preencher até 72h antes do voo).
- Tarjeta de Turismo – Emitida no embarque, custo aproximado de R$ 200,00. Guarde-a até a saída da ilha.
A ilha é compacta: hotéis, comércio, praias e aeroporto ficam próximos. A rede hoteleira é simples; preste atenção em internet, água quente, café da manhã e limpeza.
Alimentação
O Hotel Aquamare foi a principal referência, com refeições a partir de 25.000 COP aproximadamente R$ 37,00.
Dinheiro e pagamentos
Cartão por aproximação + saque em COP é a melhor combinação.
Meios utilizados:
- Astropay (aqui contamos com a moeda local COP, assim conseguimos melhores taxas na conversão de BRL para COP.)
- Wise (saques em caixas DAVIVIENDA)
- Nomad (pagamentos por aproximação)
O dólar é pouco aceito e com conversão desfavorável. Então a recomendação é utilizar o Astropay!
Internet
- eSIM da Astropay: melhor desempenho (10–12 Mb/s)
- AmericaChip: desempenho inferior (2–3 Mb/s)
Seguro viagem
È altamente recomendado ter um seguro-viagem, a ilha de San Andres ainda é carente de estrutura, um seguro pode te ajudar em caso de algum inconveniente.
Contratei o seguro viagem pelo link de afiliado do Blog Viajante Sem Fronteira, e que você também pode contratar neste link.
Passeios
Alguns foram contratados pela Getyourguide, boa experiencia. Segue alguns exemplos de passeios abaixo:












