No dia 24 de abril de 2026, foi a vez de conhecermos um pouco mais de Cusco e seus arredores.
Dessa vez, fizemos o tradicional City Tour, um passeio que reúne alguns dos principais pontos históricos próximos à cidade. É um roteiro bastante movimentado, porque são várias atrações no mesmo dia, mas é justamente isso que torna o passeio interessante: em poucas horas você consegue conhecer um pouco da história e da cultura que fazem de Cusco um lugar tão especial.
Começamos cedo, pegamos nossa van e partimos para a primeira parada.
Qorikancha: começando pelo coração histórico de Cusco
Nossa primeira parada foi o Qorikancha, um dos lugares mais importantes da história inca. Para entrar, pagamos 20 soles por pessoa, em moeda local.




O local era um dos principais templos do Império Inca e foi dedicado ao culto ao Sol. Depois da chegada dos espanhóis, parte da estrutura original foi incorporada a construções coloniais, criando uma mistura muito interessante entre a arquitetura inca e espanhola.




O que mais chama a atenção é a perfeição das construções. As pedras são cortadas e encaixadas de uma maneira impressionante, com pouquíssimo espaço entre elas.




O complexo também possui uma área central muito bonita, com um jardim que rende ótimas fotos.











Foi uma ótima maneira de começar nosso passeio e já ter aquele primeiro contato com a impressionante arquitetura dos incas.
Cristo Blanco: Cusco vista do alto
Depois do Qorikancha, seguimos para o Cristo Blanco, um dos pontos mais conhecidos para observar Cusco do alto.
A parada foi rápida. Ficamos apenas alguns minutos para apreciar a vista e, claro, tirar algumas fotos. Dali é possível ter uma visão ampla da cidade, cercada pelas montanhas. É aquele tipo de parada que não exige muito tempo, mas que ajuda a entender a localização de Cusco e o tamanho da cidade.



Saqsaywaman: pedras gigantes e muita história
De lá, fomos para Saqsaywaman, um dos lugares que mais impressionam durante o City Tour.
O complexo está localizado a aproximadamente 3.570 metros de altitude e é formado por enormes blocos de pedra encaixados com uma precisão impressionante.


E quando falamos enormes, são enormes mesmo! Durante a visita, conseguimos chegar perto das pedras e até abraçá-las para tentar mostrar nas fotos o tamanho de cada uma.











É impossível não ficar olhando para aquelas construções e pensando em como os incas conseguiram transportar, trabalhar e posicionar pedras daquele tamanho com as ferramentas e os conhecimentos disponíveis naquela época.





Saqsaywaman é daqueles lugares em que as fotos ajudam a contar a história, mas estar ali pessoalmente faz toda a diferença.
Qenko: uma passagem pelas pedras
Nossa próxima parada foi Qenko, outro sítio arqueológico que fazia parte do nosso roteiro.
O local é conhecido por suas formações rochosas e espaços escavados nas próprias pedras. Em determinado ponto, você passa por uma espécie de passagem dentro da rocha e sai do outro lado. É uma visita rápida, mas bastante curiosa.



Na região também encontramos algumas lojinhas e vendedores de artesanato, algo que acaba aparecendo com frequência nos pontos turísticos do entorno de Cusco.


Depois da visita, passamos ainda por uma área cercada por muitos eucaliptos, formando uma espécie de bosque muito bonito. Aproveitamos para fazer algumas fotos antes de seguir para a próxima parada.


Pukapukara: uma fortaleza nas montanhas
Depois fomos para Pukapukara, outro ponto histórico do City Tour.
O sítio arqueológico fica em uma região elevada e possui estruturas de pedra que fazem parte do complexo de construções incas espalhadas pelo entorno de Cusco.
O próprio nome Pukapukara é geralmente associado à ideia de “fortaleza vermelha”, referência à coloração das pedras durante determinados momentos do dia.


A visita também é rápida, mas o cenário ao redor é um dos grandes atrativos. Você está cercado pelas montanhas e consegue aproveitar bastante para tirar fotos.






Tambomachay: água e construções incas
Nossa última parada foi Tambomachay.
O local é conhecido principalmente por suas estruturas hidráulicas, com canais e pequenas quedas de água construídos pelos incas.
Aqui fizemos uma caminhada para chegar até a parte principal do complexo. É uma caminhada tranquila, mas, por estarmos em uma região de altitude elevada, vale a pena fazer tudo com calma e respeitar o próprio ritmo.







Mais uma vez, encontramos aquelas construções de pedra perfeitamente trabalhadas e a presença da água integrada à arquitetura.
Foi aqui que encerramos nosso City Tour antes de retornar para Cusco.
Quanto custou o City Tour?
O nosso passeio, realizado no dia 24 de abril de 2026, custou 25 soles por pessoa, o que representava aproximadamente R$ 38 a R$ 40 na conversão que fizemos durante a viagem.
Pelo preço, achamos o passeio bastante interessante.
Em um único roteiro conseguimos conhecer vários lugares históricos importantes, com transporte entre as atrações e acompanhamento de guia.
É um passeio puxado, principalmente porque começa cedo e reúne várias paradas no mesmo dia. As visitas são relativamente rápidas, mas isso acaba sendo necessário para conseguir conhecer todos os pontos do roteiro.
Nossa experiência
Para quem está em Cusco pela primeira vez, nós recomendamos fazer o City Tour.
Não é aquele passeio em que você vai passar horas e horas em cada atração. A proposta é justamente conhecer vários lugares em um único dia e ter uma visão geral da história e da cultura da região.
Para nós, foi uma ótima oportunidade de conhecer um pouco mais sobre os incas, ver de perto aquelas construções impressionantes e entender melhor a importância histórica de Cusco.
No final do dia, voltamos cansados, mas com a sensação de que tínhamos conhecido mais um pedaço importante da história do Peru.












